Bem-estar

21/03/2016 15h56

Conheça o Transtorno Explosivo Intermitente

Raiva todo mundo sente, mas quando constante pode indicar um transtorno que precisa de tratamento

Por Nosso Bem Estar

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Transtorno explosivo intermitente

O Transtorno Explosivo Intermitente é uma doença pouco conhecida, mas muito séria, que acomete pessoas que não conseguem controlar seus instintos, a ponto de agirem com muito nervosismo e agressividade, se tornando até uma ameaça à sociedade.

Qual seu grau de tolerância? Já parou pra avaliar como você lida com seu nervosismo e sua raiva? Quando está estressado, tem súbitos momentos de explosão e depois se retrai, envergonhado com essa atitude?

Sentir raiva é algo totalmente normal, um sentimento que todos têm em vários momentos da vida, mas, dependendo da intensidade, do modo de ação e do número de vezes que a pessoa, literalmente, explode, pode indicar que o problema seja mais sério do que momentâneo.  

O Transtorno Explosivo Intermitente é uma doença pouco conhecida, mas muito séria, que acomete pessoas que não conseguem controlar seus instintos, a ponto de agirem com muito nervosismo e agressividade, tornando-se até uma ameaça à sociedade. Se você tem tido dificuldade em controlar seus momentos de ódio, veja o que é esse problema e como tratá-lo para viver melhor consigo mesmo e com os outros.

Síndrome de Hulk

Quem já assistiu ao filme Hulk se lembra bem da história do homem que não podia ser contrariado e se transformava em um monstro verde e cruel, com um ódio incontrolável e destruidor. Pois bem, o Transtorno Explosivo Intermitente é quase isso, pois é uma doença neurológica que faz seu portador sentir uma raiva incontrolável e bastante perigosa.

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) é descrito pelos médicos como um transtorno de impulso, quando seu portador não consegue controlar sua agressividade e geralmente exagera nas atitudes, extrapolando o real motivo do nervosismo.

A pessoa que possui esse transtorno sente uma raiva repentina e intensa, ficando agressiva e violenta em seu pico. Logo depois que se acalma, ela sente culpa, vergonha e pavor da atitude que tomou.

O diagnóstico do TEI

Não é toda explosão de raiva que caracteriza o TEI, já que qualquer pessoa pode ter, uma vez ou outra, seus momentos explosivos. Para ser considerado portador do Transtorno é preciso ter tido mais de 3 momentos de fúria em um espaço de 3 meses ou 3 grandes e graves atitudes de raiva inexplicável e súbita em 1 ano.

Além disso, são pedidos pelo médico alguns exames como tomografia e ressonância do cérebro e avaliação do sistema nervoso e neurológico para descobrir se os rompantes de ódio podem ser caracterizados como doença. Geralmente, no caso das pessoas portadoras de TEI, a serotonina é relativamente baixa no cérebro.

Outro ponto que é considerado diz respeito ao ambiente em que a pessoa foi criada ou vive, pois aqueles que tiveram uma infância difícil e instável, presenciaram muitas brigas ou abuso de drogas e álcool, tendem a ser adultos com maiores chances de desenvolver o Transtorno Explosivo Intermitente.

Tratamento do transtorno

Basicamente o tratamento da TEI requer a combinação de psicoterapia e medicamentos psicoterápicos para depressão e ansiedade. A condição não tem cura, mas com esses cuidados é possível manter o controle diante de situações de ódio e nervosismo.

Geralmente, o paciente nega que tenha qualquer tipo de doença, considerando que apenas teve quadros isolados de raiva ou que é algo normal ter esses sentimentos, porém, com o tempo, o paciente e quem convive com ele percebem que é preciso tratamento, pois a doença tende a ficar mais grave e se manifestar com mais regularidade.

Caso você tenha ou conheça alguém com TEI, faça sua parte e ajude essa pessoa a entender o problema e a se tratar, pois, quanto antes começar o controle, maiores são as chances de conseguir conviver melhor com seus acessos de raiva e estresse.

Ficou com alguma dúvida? Escreva pra gente pelos comentários.

 

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