Bem-estar

09/04/2014 00h04

Conheça os benefícios da pet terapia

Tratamento assistido por animais favorece a cura e o aprendizado

Por Nosso Bem Estar

CAMILA WEINMANN/ NBE
Pet terapeuta

Presença dos bichos é boa para a saúde física, mental, social e emocional

Quem tem bichos de estimação em casa sabe como é bom poder contar com a sua companhia e amor incondicional. Em um processo terapêutico eles também podem ser ótimos amigos, favorecendo a cura e o aprendizado. Ajudam na promoção da saúde física, mental, social, emocional, além de contribuir para a evolução das funções cognitivas do paciente.

Desde o século 18 a psicologia e a psiquiatria passaram a experimentar terapias assistidas por animais, obtendo excelentes e rápidos resultados. Elas são fundamentais para ajudar a superar doenças como a depressão, pois a presença do animal cria vínculos, necessita de cuidados diários e auxilia na socialização.

A chamada pet terapia utiliza o animal adaptado e constantemente treinado como parte importante do tratamento. O processo pode ser desenvolvido de forma individual ou em grupos. Os benefícios são diversos: momentos alegres e gratificantes, sorrisos terapêuticos e emoções que liberam hormônios super importantes para o bem-estar e a qualidade de vida.

Ótima companhia!

Para ser um pet terapeuta, o animal deve estar preparado para todo tipo de situação. Por isso precisa ser extremamente dócil, de fácil afago, tolerante a pessoas e outros animais e adaptados a estímulos diversos. Agressividade zero. O ideal é que seja treinado desde filhote.

Segundo a psicóloga cognitivo-comportamental e pet terapeuta Karina Schutz, o objetivo ativar a conduta necessária através da relação do paciente com os animais. A companhia do pet pode complementar e ser incentivo para exercícios de fisioterapia - escovando os pelos do cachorro, por exemplo.

“É um elemento fundamental para suprir uma carência afetiva ou para agregar sentido à vida de pessoas enfermas. Proporciona atividades de descontração, trabalha medos e outros sentimentos. Também pode ser um recursos  lúdico facilitador de processos educativos”, acrescenta.

Resultados rápidos

A psicóloga especialista em pet terapia Ana Luisa Accorsi conta que, na prática clínica, muitas vezes a formação de vínculo entre terapeuta e paciente somente é estabelecida após algumas sessões. Algumas vezes isso pode demorar meses. Já na terapia com o auxílio de animais todo este processo é encurtado, sendo o cão um excelente facilitador da relação terapeuta-paciente.

“Tive um paciente de 8 anos que estava reagindo de forma bastante agressiva com a família e colegas da escola. Estava fechado a qualquer aproximação e se recusava a colaborar com qualquer tipo de terapia. Já tinha passado por muitos profissionais sem encontrar resultados positivos. Iniciamos a pet terapia e depois de uma dezena de sessões já se viam sinais claros de mudanca de comportamento.

O cão foi o estímulo e a ponte que faltava para motivar a crianca para a terapia. O bloqueio que existia de demostrar e conversar sobre seus sentimentos (muito presentes nas criancas e adolescente desta geração) foi superada com atividades e exercícios práticos, todos com objetivos pré-definidos muito claros e regados pelo amor incondicional presente 100% do tempo nos pet terapeutas.

Com a evolução da terapia conseguimos alcancar outros resultados como: o aumento da sua auto-estima, da capacidade de adaptação e colaboração com o próximo, além de uma melhora significativa na atenção e concentração, fatores que influenciavam a frustação sentida neste momento de sua vida, e que desencadeava a reação agressiva”, relata Ana Luisa.

Pet Terapeuta

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Um pouco da história

Em 1792, uma clinica psiquiátrica na Inglaterra (York Retreat) passou a utilizar animais para interagirem com seus pacientes. A finalidade era oportunizar a interação pacifica do paciente com os animais e proporcionar entretenimento.

Em 1944 ocorreram as primeiras sessões de terapia assistida por animais documentadas, quando um hospital das forças armadas de uma cidade próxima de Nova York (Pawling Hospital, em Dutches), tratou de soldados que sofreram traumas psicológicos causado na segunda guerra mundial. Eles foram levados a uma zona rural para conviver com animais como cavalos, bois e galinhas.

No Brasil, na década de 50 a terapia com animais passou a ser utilizada em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro. Na Noruega, em 1966, um músico que era deficiente visual criou um centro de reabilitação para pessoas com deficiência. Os pacientes participavam de diversass atividades envolvendo cavalos e cães.

O primeiro estudo científico dessa atividade terapêutica foi publicado em 1961 pelo psicólogo psicanalista  Boris Levinson, que o apresentou na conferência anual da Associação Americana de Psicologia. Levinson relatou uma descoberta acidental sobre o tratamento de uma criança com autismo severo e seu cão. O cachorro permanecia ao lado da criança durante algumas sessões de terapia.  A descoberta casual ocorreu quando o psicólogo deixou seu cachorro sozinho com a criança por alguns minutos. Ao retornar ao consultório a criança estava falando com o cão.

Fontes: Pet Terapeuta – www.petterapeuta.com.br, Laboratório Anima - www.facebook.com/LaboratorioAnima 

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